Pacientes que dependem de medicamentos contínuos em Dourados reclamam que estão com dificuldade de encontrá-los na rede pública municipal. Vários pacientes procuraram o vereador Marçal Filho (PSDB) para questionar que desde a semana retrasada não encontram alguns tipos de remédios.O vereador ocupou a tribuna da Câmara para cobrar a Secretaria Municipal de Saúde uma posição sobre a falta de medicamentos. "Isso não pode acontecer. Se o remédio é conhecido por ser de uso contínuo, é porque o paciente não pode ficar sem ele. É preciso controle de gestão para que não faltem remédios na saúde pública de Dourados", disse Marçal Filho.O Pronto Atendimento Médico (PAM), uma das principais unidades de distribuição de medicamentos na cidade não dispõe de toda a lista de remédios fornecidos pelo Sistema único de Saúde (SUS), principalmente para tratamentos de hipertensão e diabetes.Quando um médico recomenda um tratamento com uso de remédio contínuo, tem em vista que a ação do medicamento se dá em determinado período, que deve ser seguido. "Os tratamentos definidos pelos especialistas são embasados em estudos científicos que avaliam e estipulam a forma e o tempo ideal de sua solicitação. Não cumprir corretamente a terapêutica significa que o paciente está sob um grande risco de não ter a sua saúde restabelecida", alerta Marçal.Problemas de diabetes e hipertensão, os que mais atingem a população brasileira e mundial, são considerados crônicos e especialistas recomendam que o tratamento não deva ser suspenso ou interrompido enquanto o paciente não passar por uma nova avaliação.