14/11/2017 10h11 - Por: AssessoriaDurante a sessão desta segunda-feira (13), a Tribuna Livre da Câmara foi ocupada pela secretária de Assistência Social, Ledi Ferla, que falou um pouco de como as cidades serão impactadas pelo corte proposto de 97% em Assistência Social, definido no orçamento de 2018 pelo Governo Federal.O vereador Elias Ishy (PT) falou sobre o tema e aproveitou para lembrar as desigualdades econômicas do país, como também questionou o compromisso dos partidos e dos políticos, principalmente para os próximos anos, com a área. "Qual o país que queremos e precisamos? O que atende o povo ou que atende a desigualdade?", indagou.Segundo ele, o anúncio da redução do orçamento não deve ser visto apenas como um efeito da crise econômica que afeta o país, mas como um alerta de que há um desmonte de vários setores, como da saúde e assistência social. Ishy explica que esses cortes podem resultar no fim de programas como o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). "Só nesses, são referenciadas mais de 30 milhões de famílias", destaca.O parlamentar explica que somente com boa vontade não há como trabalhar. "Temos que ter uma política de Estado e não adotarmos uma postura pessimista ou cair no conformismo. Necessitamos também ocupar espaços de participação e não achar que a solução se encontra apenas relacionada apenas ao Estado", finaliza.Nesta terça-feira pela manhã ainda será realizado um ato na Praça Antônio João, cujo objetivo é chamar a atenção para o assunto.