18/09/2017 09h34 - Por: AssessoriaO serviço 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio no Brasil, passará a funcionar a partir do dia 30 de setembro em Mato Grosso do Sul. De acordo com a vereadora Daniela Hall, que acompanha a implantação do serviço em Dourados e tem o combate ao suicídio como uma das principais bandeiras de luta, com a implantação do serviço 188, dois serão os atendimentos disponibilizados em Mato Grosso do Sul.O primeiro é do Grupo Amor e Vida GAV- 141 (ligação paga) e o segundo é do Centro de Valorização à Vida que passa atender com o número 188 gratuito em todo o Estado. A informação foi repassada à vereadora pelo presidente do Grupo Amor e Vida (GAV), Luiz Rosado Costa.Se for dessa forma, quem morar em Dourados, ou em qualquer localidade do Estado poderá ligar para o CVV -188 e será atendido, apesar do serviço existir hoje apenas em Corumbá. O GAV funciona apenas em Campo Grande.**Sem serviço **Destaque no ranking de suicídio no Brasil, a cidade de Dourados não tem, até o anuncio do serviço 188, nenhum atendimento via ligação de apoio emocional e prevenção do autoextermínio. A entidade GAV, que atendia de forma gratuita na cidade através do Centro de Valorização da Vida (CVV) fechou as portas em 2010 por falta de incentivos públicos.A vereadora Daniela esteve alertando o município sobre o problema, assim como também pediu para a Prefeitura de Dourados um protocolo de alerta nas equipes de Saúde da Família para identificar adolescentes em situação de depressão, ou vulneráveis a grupos suicidas para encaminhar para atendimento especializado.A vereadora sugere que a Prefeitura avalie a possibilidade de contratar psicólogos, com aval do Ministério Público, para treinar equipes e elaborar uma grande rede integrada na Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura e Esportes. Também vem se colocando a disposição para ajudar a implantar um centro especializado em atendimento psicológico em Dourados, se a Prefeitura entender necessário. "Entendo que temos que prevenir tragédias em nossa cidade e não ficar esperando que elas aconteçam para só depois tomarmos uma iniciativa. Temos que levar informações aos pais e criar maneiras de tratar a depressão das pessoas que está destruindo vidas. Nossa gente merece um atendimento especializado e de qualidade", explica Daniela.