Madson teme que crise econômica atinja setores essenciais para população

Após ser contra a criação de mais cargos de confiança na Prefeitura de Dourados, o vereador Madson Valente (DEM), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, assegurou que irá analisar gastos do município. A decisão foi tomada após pronunciamento da gestão municipal, que alertou para déficit de R$ 12,9 milhões no município.

O vereador apontou que vem alertando o município sobre os gastos realizados pela Prefeitura, através de tribuna livre e da imprensa, chamando a atenção para crise econômica. "Eu imaginava. Já previa o que está ocorrendo. Não foram tomadas medidas no momento certo. Fizeram uma reforma administrativa, mas que não reformou nada", comentou.

Madson, enquanto presidente da Comissão convidará os vereadores da Câmara de Dourados para discutir a crise financeira anunciada, ainda assegurou que irá analisar as finanças do município, através da Comissão. "Vamos apresentar onde estão os gargalos que estão impactando nossa saúde financeira e elencar algumas medidas de contenções de gastos, visto que as quedas de receitas são acentuadas e por isso devemos colaborar para evitarmos o colapso financeiro", explicou o presidente da Comissão.

O vereador ainda lembrou as inúmeras vezes que ocupou a tribuna livre, principalmente pontuar contrapontos sobre a reforma administrativa, que recentemente foi aprovada na Câmara de Dourados. "Foi notório que o teor da reforma estava fora da realidade econômica", ressaltou. Os cargos de confiança criados, de acordo com Madson, proporcionam impactos de R$ 42 mil por mês, totalizando meio milhão por ano.

"Não trouxe nada de novo e muito menos se adequou a presente conjuntura econômica, não enxugou a máquina, pelo contrário se elevou os gastos públicos", alertou o vereador. "Eu falei na tribuna, deveria ter feito reforma administrativa estruturante", completou.

 
Madson se posicionou contrário à reforma administrativa, durante tribuna livre (Foto: Tiago Morais) Madson se posicionou contrário à reforma administrativa, durante tribuna livre (Foto: Tiago Morais)