Daniela Hall sugere Lei que obriga empresas a reservarem acento para pacientes ostomizados

11/12/2018 06h25 - Por: Assessoria

 
O projeto de Lei foi aprovado durante sessão ordinária (Foto: Filipe Prado) O projeto de Lei foi aprovado durante sessão ordinária (Foto: Filipe Prado)

Foi aprovado na sessão ordinária do dia 3 de dezembro, na Câmara Municipal de Dourados, o Projeto de Lei nº 127/2018, de autoria da vereadora Daniela Hall (PSD), que altera o § 1º do Artigo 1º da Lei nº 1.883/1993, que dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas concessionárias do Transporte Coletivo Urbano de Dourados, reservarem poltronas nos ônibus para usuários especiais.

De acordo com Daniela, o pedido é para que pacientes ostomizados, que possuem abertura no corpo para saída de urina ou fezes, tenham poltronas reservadas nos ônibus de transporte coletivo. A ACCGD (Associação do Combate ao Câncer da Grande Dourados) aponta que os pacientes oncológicos sofrem desconforto, por conta da utilização de bolsas de colostomia.

"O paciente ostomizado sente muito desconforto por conta da bolsa. Ao ficar em pé no ônibus, algum outro passageiro pode encostar e a bolsa a acabar desgrudando, o que gera constrangimento para o paciente e para as outras pessoas", explicou a coordenadora da ACCGD, Maria Aparecida Palmeira.

Ela ainda comentou que muitos pacientes, mesmo depois do tratamento, permanecem com a bolsa por anos. "Pensamos nesta possibilidade de melhorar o bem estar destes pacientes, por isso sugerimos a ideia para a vereadora, porque vimos que o município não possui nenhuma lei desta natureza", completou Maria.

"Temos muitos cidadãos de Dourados que possuem a bolsa de colostomia e pegar o transporte coletivo pode gerar muitos transtornos para eles, por isso solicitei a obrigatoriedade na reserva dos acentos, acreditando que gerará maior conforto e bem estar para todos", comentou Daniela Hall.