Daniela cobra explicações sobre morte na Casa de Acolhida

09/01/2019 06h15 - Por: Assessoria

 
Vereadora Daniela Hall investiga se houve negligência no socorro a idoso (Foto: Divulgação) Vereadora Daniela Hall investiga se houve negligência no socorro a idoso (Foto: Divulgação)

A vereadora Daniela Hall (PSD) encaminhou pedido de esclarecimentos a Prefeitura de Dourados sobre a morte de um idoso de 63 anos na Casa da Acolhida. De acordo com o que apurou a polícia, o corpo de Sebastião Firmino da Silva foi encontrado na última segunda-feira em adiantado estado de decomposição, levantando a hipótese de que estaria morto há vários dias. As causas da morte seria uma lesão na cabeça, fato que será apurado para saber se foi decorrente de queda ou agressão.

Para a vereadora Daniela Hall é preciso averiguar se houve negligência por parte da Prefeitura Municipal, órgão que administra a Casa. Para tanto, a vereadora protocolou ofício junto a Secretaria de Assistência Social buscando informações sobre a relação nominal de servidores, se o quantitativo é suficiente, qual a atribuição de cada um, como são realizados os plantões e número de atendimentos diários.

"Temos que entender o que está acontecendo na Casa da Acolhida para que situações graves como essa nunca mais se repitam. É inadmissível que uma pessoa com lesão na cabeça seja ignorada a ponto de morrer sem receber o socorro necessário. Além disso, o corpo do idoso permaneceu por vários dias no local sem que ninguém notasse sua morte. É necessário averiguar como são realizados os atendimentos e se a Casa passa por alguma dificuldade em relação ao número de servidores", destaca.

Idosos Daniela Hall tem um olhar especial com as causas dos idosos, tanto que em agosto de 2017 conseguiu trazer para Dourados uma comitiva nacional para discutir melhorias no município em seminário que realizou na Câmara. Hoje mais de 1.2 mil idosos são atendidos pelo município em seus mais diversos programas, mas ainda há muito o que ser feito e as mudanças devem ser em todos os setores públicos. "Elas vão desde as situações mais simples como encontrar o medicamento na Saúde, ter opções de lazer com segurança, condições de andar pelas calçadas, ter seus direitos garantidos e serem respeitados. Na Câmara de vereadores estamos propondo melhorias em todas as áreas", destaca.

Segundo Daniela, a qualidade de vida também passa por programas que estimulem a independência financeira como na área de capacitação profissional. "As pessoas precisam envelhecer com qualidade de vida e isso não tem ocorrido, tanto que no mundo o poder público gasta 1 trilhão de dólares por ano na Saúde apenas com Alzheimer, a doença mais cara do planeta. No Brasil, saem dos cofres públicos mais de R$ 20 bilhões para tratar pacientes com a doença. Uma das formas de se combater o Alzheimer é investindo em alta escolaridade. Por isso os municípios podem se programar para a realização de cursos, aulas de música, atividades de convivência entre outros que estimulem a atividade cerebral", explica a vereadora.